Analista de Qualidade e sua importância em um projeto

Projetos são como viagens de carro: algumas simples como dirigir até o mercado em um dia ensolarado, outras são como dirigir subindo a serra à noite.

Assim como carros, projetos também precisam de faróis dianteiros. Neste momento o Analista de Qualidade brilha: iluminando a estrada ao sinalizar possíveis acidentes de percurso e dando visibilidade aos desafios a serem enfrentados.

A missão detalhada do QA pode variar de empresa para empresa. Porém, por trás desses detalhes há um fator comum: o teste é feito para encontrar informações, essas que são fundamentais para nortear decisões sobre o projeto ou produto.

Analista de Qualidade: sua missão determina tudo que você faz

A missão do QA pode depender de vários fatores como ramo de empresa, cultura organizacional, projeto, perfil do time. Dessa forma, a implementação de projetos de teste é contextual.

Entretanto, o maior desafio deste papel é a responsabilidade de construir um diálogo sobre práticas de teste. Esta responsabilidade é exercida quando o QA acultura os times através de uma nova maneira de pensar o desenvolvimento de software.

Então, a primeira pergunta que se deve ser feita é: qual o desafio que estou enfrentando?

Essa não é uma pergunta fácil, mas é fundamental para os seus próximos passos dentro do projeto. Com ela é possível traçar ações que lhe possibilitam agir em cima do que o time precisa.

A segunda pergunta é: como fazer isso?

Em geral, podemos responder uma pergunta como esta de diferentes formas utilizando uma infinidade de técnicas e ferramentas, mas talvez a pergunta chave seja “o que meu time e projeto precisam para que juntos possamos alcançar nosso objetivo?”. Essa pergunta é importante pois delimita a quantidade de respostas, focando nas necessidades e habilidades que temos disponíveis no time.

A pessoa Analista de Qualidade vai atuar como meio de campo auxiliando o time na manutenção dos testes, assim como um meio de campo intermedia jogadas entre defesa e ataque.

É responsável também por cadenciar o ritmo de evolução dos testes de uma maneira que fique confortável para o time, dando velocidade e mantendo um equilíbrio entre desenvolvimento e qualidade de software – porque, afinal de contas, eles não podem andar separados.

Agora, me responde: você por acaso andaria em uma avião que foi projetado e desenvolvido sem nunca ser testado?

Então por que entregar um software sem testar?

Nem 8 nem 80

“Na balança da vida o equilíbrio está em conciliar o que se aprende com a aplicação desse conhecimento.”

Por vezes o QA pode se encontrar neste cenário: ter que acordar com o time o lançamento de uma funcionalidade modificada na última hora, antes da publicação em produção, o que levou a quebra dos testes que validavam aquela funcionalidade. No cenário ideal, os testes deveriam ser ajustados antes de subir para produção, mas e se a entrega para o cliente é em poucas horas?

Cabe ao QA, neste momento, avaliar situações como esta e chegar a um acordo com o time.

Em alguns casos pode ser identificado que liberar uma funcionalidade nesta situação colocaria em risco a qualidade e imagem do produto no mercado e, a partir disso, decidir em conjunto que essa entrega não será realizada.

E no caso da aplicação que ainda não está sendo comercializada? Nesse caso poderia se negociar uma outra forma de garantir que a funcionalidade faça o que deveria fazer, acordando com o time os ajustes nos testes logo após a entrega para o cliente.

O QA deve negociar com o time expondo eventuais riscos que podem ser acarretados pela decisão nos projetos. Esta atitude cria um senso de comprometimento do time com o produto, pois de alguma forma a funcionalidade deve ser testada, mesmo que seja de maneira funcional.

Conclusão

O comprometimento com a qualidade não é uma responsabilidade somente do QA, mas sim uma responsabilidade coletiva do time com o produto.

O Analista de Qualidade é apenas o disseminador desta cultura, sendo a pessoa do time que atuará como mentor propondo novas possibilidades de solução.

Reforçando que um dos objetivos é que os membros do time se tornem gradualmente mais independentes e reforcem a cultura de qualidade de software. Esse hábito é fundamental para internalizar boas práticas de qualidade no DNA da corporação.

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